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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Preciso fazer Terapia de Casal?

No inicio era tudo ótimo, mas agora as brigas não param, ou o que pode ser pior, nem há mais brigas, o silencio impera quando estão a sós, mas quando em grupo todos estão animados, sozinhos parece que “acabou o assunto”. Este silêncio pode ser sinal de que há muito conteúdo para ser trabalhado, mas talvez não haja animo nem expectativa de que uma conversa possa ajudar.
Em algumas situações de briga de casal dá para perceber lógica, por exemplo normalmente entendemos quando uma pessoa fique chateada com a outra quando esqueceu de um compromisso, chegou alcoolizado em casa, houve uma traição, etc. Mas tem brigas onde, nem mesmo os participantes, entendem “como isso começou?” . Talvez um pense “sei lá, acho que não gostou que eu comentei do caminho que ele fez”, “acho que ela se irritou quando eu disse que a outra blusa era mais bonita”. Neste ponto pode haver muita mágoa e insatisfação contaminando a rotina do dia a dia.

MOMENTO CERTO PARA FAZER TERAPIA DE CASAL

Cada casal terá sua necessidade. Para uns o momento surge quando percebe-se que a comunicação travou, quando um quer conversar o outro revira os olhos, quando um está tão na defensiva que nega que haja qualquer problema, outros já percebem esta necessidade quando o tom de voz está mais alto até mesmo para tratar de pequenos assuntos, outros percebem a necessidade de terapia de casal quando estão, a cada vez mais, participando de atividades onde o outro não comparece. Etc.

O HOMEM RESISTE MAIS EM FAZER TERAPIA DE CASAL?

De forma geral, e não absoluta, percebo em meus atendimentos que algumas vezes os homens podem ter receio de que o terapeuta de casal irá dar palpites ou conselhos, como é possível que isso ele pode tenha tido com seus amigos e não adiantou nada, é possível que alguns confundam a terapia com apenas "uma conversa".
Muitas vezes a mulher explica que o terapeuta de casal irá ajudar a identificar onde está o problema e ajudar a tentar descobrir formas de superação dos conflitos.
Algumas vezes a mulher pode ter mais facilidade para introspecção e desejar mostrar ao homem as vantagens em ter um tempo dedicado ao relacionamento, onde não haverá telefones tocando, campainha chamando e crianças gritando, etc.

TERAPIA DE CASAL “CONSERTA” OU TERMINA DE VEZ O QUE ESTÁ RUIM?

Acredito no objetivo de chegar ao melhor para este casal, independente do desfecho.
A ideia da terapia de casal é compreender qual o melhor caminho para a saúde emocional de ambas as partes e principalmente do relacionamento. Creio que algumas vezes pode haver possibilidade de reconciliação saudável, com novos comprometimentos de cada um, e um renovado estado de animo para manter o relacionamento. Mas, outras vezes um relacionamento resiste apenas baseado numa crença de que os casamentos são indissolúveis, que cada uma das partes deve suportar qualquer comportamento inadequado do outro sem questionar a manutenção da relação, mesmo que isso aniquile todo o equilíbrio interno de uma ou mesmo das duas partes. Outras vezes uma das partes simplesmente não aceita o termino de algo, que já acabou há muito tempo, talvez por não se permitir algo diferente.

TERAPIA DE CASAL NÃO É TERAPIA DE GRUPO

Ao meu ver a função da terapia de casal é tratar a comunicação entre as partes, identificar o que contamina este relacionamento, encontrar novas ações e tentar fazer novos contratos. Não seria o lugar para cada um tratar de questões que não envolvem o relacionamento.
Uma briga com o chefe poderá ser tratada na terapia de casal se tiver relação com o a questão principal, ou seja o relacionamento. Será possível que algumas vezes o terapeuta de casal solicite para que as partes compareçam sozinhos. A finalidade poderá ser de facilitar a expressão de seus sentimentos de forma que este conteúdo enriqueça a próxima sessão com a dupla. Também é possível que quando uma das partes se recuse a comparecer a outra parte faça a terapia individualmente para que consiga recursos a serem aplicados em seu relacionamento ou compreenda a função deste relacionamento em sua vida.

MOTIVOS MAIS FREQUENTES PARA PROCURAR TERAPIA DE CASAL

Traição sexual ou emocional.
Brigas em excesso.
Silencio em excesso.
Agressões, mesmo que disfarçadas com ironias.
Traição da confiança.
Sexualidade.
Desconfiança de traição.
Falta de comprometimento de uma das partes.
Machismo
Etc

FONTE: http://www.marisapsicologa.com.br/terapia-de-casal.html

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Problemas no casamento?

Dicas para um bom relacionamento conjugal


Pode parecer incomum para quem está vivendo problemas na relação a dois, mas dificuldades no relacionamento conjugal é uma das queixas mais frequentes no consultório. Diariamente clientes se queixam da falta de comunicação, do estresse gerado pelo relacionamento, ou por questões intimas do casal.
Você consegue enxergar seu papel nesta relação? Existem cobranças suas ou de seu parceiro? Vocês aceitam suas diferenças? A relação se tornou maçante e sem graça? Essas questões são primordiais para que você reflita sobre seu relacionamento.
Então torna-se necessário identificar o que é para cada pessoa uma relação estável e produtiva, dessa forma podem-se listar os pontos que necessitam de mudanças e aqueles que podem ser mantidos. Essa é uma das primeiras estratégias que ajudam o cliente a perceber se há razões para levá-la adiante ou não, sempre considerando a interação do casal.

Estes são apenas um dos temas abordados na clínica atualmente, que aos poucos geram um peso muito grande dentro da relação e se expandem às outras áreas da vida, desencadeando inclusive em brigas diárias que tomam proporções diversas. Talvez esse seja o sinalizador importante para se buscar ajuda terapêutica.
Além dos conflitos pessoais que o individuo possui, a correria e os percalços do dia-a-dia também se tornam relevantes para que as pessoas tenham lacunas em suas comunicações. A assertividade é um dos assuntos mais abordados dentro da relação a dois, que é justamente a capacidade de expressar seus sentimentos e pensamentos sem denegrir o outro. Muitas vezes, ser assertivo torna-se um empecilho uma vez que somos norteados pelas nossas emoções e por elas somos controlados. Sempre haverá emoções envolvidas dentro de uma discussão, mesmo tratando-se do sentimento de amor, que aliás, é um poderoso estado emocional. Para que ocorram mudanças no comportamento do individuo, tornar refém desses estados emocionais pode levar à muito sofrimento. No entanto, sair desse estado de controlado e se tornar controlador de alguns de seus sentimentos, vai exigir um trabalho mais analítico, que sozinho, nem sempre é possível.
Para o terapeuta é importante que o cliente apareça com suas queixas para que haja uma análise dos fatos. Juntos, terapeuta e cliente, irão analisar como os problemas começaram, sua frequência e o que isso gera em suas vidas. A partir dai, poderão levantar os possíveis caminhos para uma mudança.
A relação amorosa é uma relação recíproca onde cada pessoa tem sua parcela de responsabilidade diante de seus comportamentos e também das consequências que ele provoca, principalmente por afetar o outro. Como meu comportamento pode afetar o outro, o que seria agir assertivamente dentro de um relacionamento? Ser assertivo não é apenas ouvir tudo o que seu parceiro tem a dizer, mas também poder opinar e expor suas ideias e seus sentimentos diante das situações aversivas.
Alguns casais encontram-se sob controle de algumas situações aversivas como criticas e até mesmo alguns momentos em que a pessoa evita ouvir o parceiro. Essas situações aversivas podem gerar consequências como evitação mútua e interação negativa, ambas não fortalecem e não resolvem os conflitos, apenas dificultam a melhora da relação. Estas são apenas algumas situações-problema que aparecem na relação, gerando sofrimento em ambas as partes. Algumas pessoas demonstram seus sentimentos e outras silenciam sua angústia.
Para entender toda essa dinâmica e compreender todas essas variáveis que estão presentes no universo a dois, a terapia pode ser uma alternativa importante.
Autora: Natacha Barbosa (Psicóloga CRP 06/109800)
Fonte: https://www.psicologosberrini.com.br/terapia-de-casal/relacionamento-conjugal/

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Desvendando o Aconselhamento Pré Matrimonial

O QUE É E COMO É REALIZADO?

Quem não sonha com um casamento perfeito, em que a felicidade e o bom relacionamento sejam constantes? Nem sempre isso ocorre e o matrimônio pode tornar-se um pesadelo sem o devido “aviso prévio” do companheiro. É necessário conhecer bem a pessoa com quem pensamos em nos unir e, para isto, a ajuda de um psicólogo em uma terapia de aconselhamento pré-matrimonial pode ser de grande valor.
Sempre que nos vemos diante de um novo negócio, de uma compra valiosa, de algo que tem grande importância para nossa vida, procuramos conhecer bem onde estamos entrando, certo? Ninguém quer ver o fracasso de um sonhado negócio afundar por falta de conhecimento prévio, por exemplo. Por isso, procuramos estudar e avaliar tudo o que envolve essa nova iniciativa que terá grande impacto em nossa vida.

QUANDO NOSSAS EXPECTATIVAS NÃO SÃO ATENDIDAS

Assim é o matrimônio, uma enorme mudança que afetará todas as áreas da nossa vida e, diante disso, é importante estarmos preparados para esse grande passo.
No início do romance, quase sempre tudo são flores, o outro é lindo, perfeito e, muitas vezes, isso faz com que, durante o namoro, não percebamos todas as características da personalidade do parceiro. Ou então, aquelas coisinhas que, durante o namoro, parecem bobas, ganham força no casamento e podem trazer grandes problemas e conflitos desnecessários.
Além do clima de romance existe também o fato de que não aprendemos ainda a nos relacionar com o outro profundamente logo de início. Até podemos ouvir muitos exemplos, um conselho aqui e outro ali, mas a realidade do convívio diário em longo prazo pode não ser aquela que sonhávamos e pequenas coisas acabam por se transformar em frustrações.

COMO O ACONSELHAMENTO PRÉ-MATRIMONIAL AJUDA?

O aconselhamento pré-matrimonial, conduzido por um psicólogo, aborda todos os temas relacionados ao matrimônio porque vai trazer à tona as expectativas e dúvidas que surgem diante de um compromisso tão importante. Este tipo de terapia auxilia até o mais apaixonado casal a lidar melhor com as diferenças, as dificuldades e até mesmo as frustrações que certamente surgirão numa vida em comum, sob o mesmo teto.

CASAMENTO É UM GRANDE PASSO!

Essa talvez seja uma das decisões mais importantes da nossa vida e que vai exigir cuidado diário, para evitar arrependimentos e conflitos. Por isso, é fundamental que todos os assuntos relevantes sejam abordados com antecedência.
Quando o casal conhece as expectativas de ambos a respeito de família, afeto, filhos, finanças, cultura, educação e sexo, uma série de situações de estresse pode ser evitada.
Entender ao máximo possível o cônjuge pode realmente fazer a diferença na caminhada para um matrimônio estável e feliz. E o psicólogo pode ser um grande aliado nesta fase do relacionamento.
Autora: Thaiana Psicóloga CRP 06/106524
FONTE: https://www.psicologoeterapia.com.br/terapia-de-casal/aconselhamento-pre-matrimonial/

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Aconselhamento Pré-Matrimonial e Terapia de Casal, por que fazer?

A terapia de casal está comummente associada a crises conjugais, problemas sérios na relação, situações de ruptura iminente. Além disso, e porque esta forma de ajuda clínica implica quase sempre algum esforço financeiro, associamo-la mais frequentemente a casais de meia-idade, com alguma estabilidade profissional ou financeira. A ideia de duas pessoas apaixonadas, prestes a "dar o nó", recorrerem a um terapeuta conjugal  para se prepararem para o casamento pode, por isso, parecer um capricho. Teoricamente esta é, no entanto, uma das aplicações da terapia de casal. De resto, a celebração religiosa do casamento inclui em muitos casos alguma forma de aconselhamento pré-nupcial. Para os católicos, por exemplo, esta orientação é feita por equipas CPM (Centros de preparação para o Casamento). E se para alguns noivos estas sessões de reflexão representam sobretudo uma formalidade necessária para o cumprimento da cerimónia solene, para outros acaba por funcionar como uma oportunidade para pensar em questões importantes de um ponto de vista diferente. Se, nesse percurso, os noivos tiverem a sorte de se cruzar com equipas motivadoras e desafiantes, aquilo que inicialmente era encarado como um mal necessário ou uma seca pode transformar-se numa mais-valia com frutos que podem ser colhidos ao longo do matrimónio.

Independente de o aconselhamento pré-matrimonial resultar de uma imposição da instituição religiosa, de uma atitude consciente e responsável de quem está prestes a assumir o compromisso mais importante da sua vida ou até na sequência de dúvidas e inseguranças a respeito desse passo, esta é SEMPRE uma oportunidade para parar e ponderar sobre uma escolha que é, de facto, muito relevante para a generalidade de nós. Se tivermos em consideração o número crescente de divórcios e o facto de nem todos os casamentos resultarem de uma decisão amadurecida da parte dos noivos, então torna-se mais fácil perceber a pertinência desta ajuda.

Infelizmente, para algumas pessoas casar é apenas celebrar o amor ao lado de familiares e amigos. Daí que, quando alguém anuncia que decidiu casar, seja mais fácil pensar de imediato nos pormenores da festa e respetivos preparativos. Preparação para o casamento equivale, em muitos casos, a meses de dedicação à conceção da festa perfeita. Não tendo nada contra a festa do dia do casamento – de resto, esta é uma oportunidade para dar continuidade à construção de memórias positivas na vida a dois -, cumpre-me o dever de chamar a atenção para o que são os desafios do casamento.

Porque nem todas as pessoas se preparam para o que vem depois da festa ou da lua-de-mel.

Porque nem todas as pessoas resistem aos primeiros embates, às primeiras crises.

Na verdade, todas as teorias românticas que nos condicionam o pensamento e contribuem para a elevação de expetativas nos levam a acreditar que é possível amar a mesma pessoa a vida toda sem percalços. Nos filmes a história acaba quase sempre quando o romance está no auge, nos livros as crises são maravilhosamente superadas pela intensidade dos sentimentos dos protagonistas e na vida real… as dificuldades sucedem-se e a frustração acumula-se.

A terapia de casal é, por isso, muito mais do que a resposta profissional para casamentos à beira do fim. É, ou pode ser, uma ferramenta poderosíssima no sentido de permitir que os noivos partam para o casamento com mais competências, com mais segurança, em suma, com mais defesas para os tempos difíceis que também compõem a vida a dois. Teoricamente não está ao alcance de todos – precisamente porque implica algum esforço financeiro. Na prática, não só é um bom investimento, como é significativamente mais barata do que boa parte dos pormenores à volta dos casamentos. Infelizmente, em Portugal gasta-se muito dinheiro na preparação da festa do casamento – tanto que algumas famílias chegam mesmo a endividar-se em nome das convenções sociais – mas recua-se quando os gastos envolvem coisas como a terapia.

E o que é que se espera de um processo terapêutico nestas circunstâncias? Antes de mais, que os membros do casal reflitam, a dois, sobre o caminho percorrido até aí, identificando os recursos que compõem a sua relação, mas também as fragilidades. Por outro lado, é fundamental que sejam capazes de meditar sobre os compromissos inerentes ao passo que pretendem dar. Se é verdade que, para a maior parte das pessoas, o casamento é muito mais do que um contrato assinado por duas pessoas, na prática é muito importante que os noivos assumam que, com a vontade de celebrar publicamente o seu amor, deve vir a capacidade para cumprir com algumas obrigações (obrigações, sim!), bem como a capacidade para ceder, recuar, “dar o braço a torcer”. Ao longo desta caminhada, como acontece quase sempre noutros processos de terapia de casal, são desafiados a olhar para áreas da vida a dois tão sensíveis como a gestão do dinheiro, a intimidade sexual ou as relações com a família alargada.

FONTE: http://www.apsicologa.com/2013/05/aconselhamento-pre-matrimonial.html