terça-feira, 7 de novembro de 2017

Atraso na fala: algumas orientações aos pais

Apesar de a fala se desenvolver mais ou menos da mesma forma para a maioria das crianças, a rapidez com a qual ela se desenvolve pode variar consideravelmente. Comumente uma criança produzirá uma palavra por volta do primeiro ano de vida, combinações de duas palavras no período compreendido entre 18 meses e dois anos e frases de até 3 palavras antes de atingir os 3 anos de idade. Entretanto, em famílias cuja a fala de alguns individuos surgiu com algum atraso é recorrente que isso venha a acontecer em gerações futuras. Vale salientar que uma em cada quatro crianças aprsentam algum atraso de linguagem, sendo portanto mais comum de se encontrar do que parece.


É importante ter em conta que a habilidade verbal de uma criança não se limita aquilo que ela transmite através da fala. A fala é apenas um meio cujo qual demonstramos o que compreendemos para um ouvinte, posto que compreendemos até três vezes mais palavras do que falamos. Sinais de que uma criança compreende algo que foi dito está em sinais que ela pode fazer com as mãos, seguir direções passadas por um adulto, falar palavras soltas relacionadas a um assunto que você falou, chorar ao receber uma negativa verbal, etc.

Dentre as causas para atraso na linguagem estão a hereditariedade, o temperamento, a antecipação do adulto responsável para todas as necessidades que a criança possui ao invés de deixar que a criança peça, transtornos neurológicos, alteração na motricidade oral e facial, autismo, distúrbio específico de linguagem, transtorno fonológico, dentre outros. Portanto, é necessário eliminar as causas mais sérias através de uma avaliação médica  (neurologista e otorrinolaringologista), psicológica e fonológica e de adequar aspectos do meio ambiente da criança que possam vir a estar prejudicando o desenvolvimento dessa habilidade.

A parcela populacional que está mais sujeita a apresentar atraso na linguagem é de:
1. Meninos (atraso médio de 1 a 2 meses em relação à meninas)
2. Bebês prematuros (desenvolvem habilidades mais tardiamente do que bebês que nasceram no tempo certo, mas costumam igualar em desenvolvimento por volta dos dois anos)
3. Gêmeos (ocorrência em até 50% dos casos)
4. Crianças com infecção de ouvido crônicas no primeiro ano de vida (podendo atrasar a fala em função da falta de contato com som)
5. Crianças focadas na aprendizagem de alguma outra habilidade (se uma criança apresenta desenvolvimento normal de outras habilidades, tais como habilidades psicomotoras finas e globais, é possível que ela não esteja dando a atenção adequada à linguagem pelo esforço em aperfeiçoar outra habilidade). 





DICAS GERAIS DE COMO LIDAR COM A CRIANÇA

- Tome notas com uma certa frequência daquilo que você sabe que seu filho compreende. Isso ajudará na terapia e na convivência com outros adultos que lidam com a criança. Lembre-se que estas notas deverão estar em constante atualização, pois a tendência é a criança apresentar um vocabulário cada vez mais abrangente.
- Corrija nos ambientes familiares da criança quando algum adulto procurar antecipar o que a criança quer – deixe que a vontade venha e que a criança perceba que precisará pedir. 
- Acorde o seu filho com uma música. Crianças tendem a prestar mais atenção nas palavras quando elas são cantadas e tendem a aprender as palavras cujas quais escuta mais repetidamente. Coloque o nome dele na música para chamar sua atenção.
- Observe aquilo que ele mais ama, pede todos os dias, seus brinquedos prediletos. Crie uma limitação para que ele possa acessar aquilo apenas através do contato com um adulto.
- Fale com a criança na altura dela – sente-se no chão, abaixe-se, engaje com os olhos naquilo que ela esteja fazendo.
- Reforce. Reforçar é a regra maior para aumentar a frequência de algum comportamento que você quer que ocorra mais comumente. Elogie, dê atenção, abrace, sorria.
- Deixe que ele escolha algumas refeições. A criança não precisa “mandar” nas refeições familiares, mas deixar que ela escolha reforça a necessidade de comunicação e faz com que a criança se sinta bem, já que a maioria das crianças gosta de sentir que está sob controle de uma situação. Sempre reforce e elogie quando a criança se comunicar. Exemplo: “Você quer biscoito ou banana pro lanche?” “Biscoito.” “Biscoito? Ótimo! Hoje é dia de biscoito!” Isso também pode ser feito quanto as roupas que a criança veste. Ofereça duas opções e permita que ela escolha. Explique e elogie a sua escolha.
- Converse com ela sempre que ela engajar em comportamento verbal. Procure interpretar o que ele está dizendo e faça perguntas. “shrhswhswhw Dicupa” “Desculpa? Mamãe desculpa sim, filho!”
- Leia livros para a criança antes de dormir.
- Fale para a criança o que você está fazendo enquanto você está fazendo. “Agora o papai vai colocar o lixo para fora”.
- Descreva para a criança o que ela está fazendo. Converse com ela sobre o brinquedo que ela esteja utilizando. 
- Brinque de esconde-esconde
- Expanda o que seu filho quer dizer: “carrinho” “quer carrinho?” “o artur quer o carrinho?”
- Use gestos com as palavras.

Observação:
Garanta que a maior parte das interações verbais que a criança tem ao longo do dia sejam reforçadoras, agradáveis e motivadoras do comportamento de falar. Procure consertar comportamentos inadequados com desatenção ou com uma palavra dura apenas (“Não pode”). Permita que a criança exprima a frustração ou tente conseguir o que você está impedindo ela de conseguir através de birra, mas após a criança se acalmar explique pra ela porquê o papai ou a mamãe não fez o que ela queria.


Cecília P. C. Ewart
CRP: 11/06509


Ouvinte: aquele cujo qual a criança se comunica: pode ser alguém a quem ela pede algo, como pode também ser um objeto com o qual ela interage, ou mesmo a criança em si – é bastante comum para crianças que em especial estão aprendendo a falar a produzir estímulos auditivos para si mesmas.


Fonte: http://arcadiapsi.blogspot.com.br/2015/10/atraso-na-fala-algumas-orientacoes-aos.html 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Seis coisas que você NÃO deve dizer a seu filho pequeno

Na comunicação entre pais e filhos, é fundamental que os pais compreendam esta verdade elementar, mas muitas vezes ignorada: a criança não é um mini adulto – ou seja, ela não funciona da mesma forma que o adulto, e a expressão verbal que lhe é dirigida tem de levar isso em conta. Uma vez que a criança está aprendendo a se comunicar, é preciso que os pais dêem o exemplo correto, comunicando-se de forma clara e com firmeza, possibilitando à criança, por sua vez, responder adequadamente a essa comunicação.
Há alguns comportamentos que os pais devem evitar ao interagir verbalmente com os filhos. Avalie se algum dos itens abaixo está presente em sua comunicação com seu filho – uma boa autoavaliação é indispensável para a correção de comportamentos que podem estar gerando conflitos em sua casa, prejudicando a harmonia familiar.


O que você deve evitar na comunicação com seu filho pequeno:

1. Perguntas retóricas: “Você ainda não se levantou?”, “Por que seu quarto ainda está bagunçado?”, “Por que você não presta atenção quando eu falo?”: essas perguntas não comunicam a seu filho um conteúdo claro, mas apenas o seu sentimento de insatisfação diante do comportamento dele. Procure, em vez disso, descrever a ação que você deseja ver realizada: “Levante-se, pegue o par de tênis e calce nos dois pés, agora”, “Guarde seus brinquedos no baú, agora”, “Filho, olhe para mim quando eu falar com você”. A intenção certa ao abordar uma criança é educar, e não extravasar uma insatisfação que possamos ter.
No caso de fazer um pedido, há um recurso que costuma funcionar muito bem, embora sua incorporação na fala cotidiana possa demandar certo esforço: trata-se de inserir o verbo querer na solicitação direcionada a seu filho. Por exemplo: “Filho, queira vestir seu casaco, por favor.” Com esse expediente, você reforça o estímulo sobre a vontade da criança, favorecendo que a obediência aconteça.
2. Frases que demonstram insegurança e falta de autocontrole: afirmações como: “Você me deixa louco!”, “Você acaba comigo!”, ou ameaças vazias – “Você me paga!”, “Você vai ver só!” –, além de não comunicarem nenhum comando e, por isso, serem totalmente ineficazes, transmitem a seu filho a impressão de que o pai é descontrolado. Se você não demonstra autocontrole, não deve esperar que seu filho o faça.
Outra coisa a evitar é a ameaça impossível – “Se você continuar assim, eu vou sumir daqui e nunca mais volto!” –, ou que não se cumprirá: “Se você não desligar esse videogame, eu vou doá-lo para um menino de rua!” Falar por falar enfraquece sua autoridade, acostumando seu filho a não levar a sério o que você diz.
3. Sentimentalismo com o fim de manipular o filho: apelar para a chantagem emocional, além de ser ineficaz, pode ser extremamente enervante para seu filho. Ao dizer, por exemplo, “Fico decepcionado quando você faz isso comigo”, você está comunicando apenas o desejo de que seu filho supra uma carência sua – algo complexo para que uma criança pequena entenda. Ou, ainda, afirmações como: “Você sabe que eu dou um duro danado, trabalho o dia inteiro, para chegar em casa e você me tratar desse jeito!”, “Na sua idade eu não tinha nada, e você tem tudo, mas não dá valor” – além de ineficazes, transferem a seu filho um ônus emocional desnecessário, fazendo-o sentir-se culpado por coisas das quais ele muitas vezes não tem culpa.

4. Dar sermão: a capacidade de atenção de uma criança pequena é limitada; em se tratando de um sermão, é quase inexistente. Se você passar quinze segundos explicando por que seu filho não pode desperdiçar a comida do prato, no quinto ele já terá desconectado e não processará mais nenhuma informação – no máximo, sentirá apenas tédio e um profundo desconforto, que se manifestarão através do choro. Por isso, procure outras maneiras de transmitir o que você deseja: no caso do resto de comida no prato, você pode aproveitar o momento em que testemunharem uma pessoa com necessidades básicas e lembrar a seu filho da importância de agradecer pelo alimento que se tem em casa.
5. Explicações desnecessárias: comandos acompanhados de muitas justificativas costumam ser ineficazes, fornecendo à criança elementos de oposição ou resistência. Dizer, por exemplo: “Filho, vá escovar os dentes, porque temos de ir para a cama, pois amanhã é um dia importante, é a formatura do seu primo que mora em Quixeramobim, e temos de sair cedo”, não fará com que seu filho fique mais motivado a escovar os dentes; pelo contrário, poderá gerar argumentações. A melhor política é ser breve: “Filho, você precisa escovar os dentes, agora.” Depois que ele tiver escovado os dentes, conte a história do primo que mora em Quixeramobim, que estudou tantos anos, que agora vai se formar etc. Assim, você evita criar uma conexão indevida entre ter de escovar os dentes e ter de fazer algo no dia seguinte.
6. Frases que rotulam o filho: dizer coisas como: “Você é muito desatencioso!”, “Você é muito desobediente!”, “Você não gosta de tomar banho, seu porquinho!” prejudica a autoestima da criança, servindo como um reforço da característica negativa, que tenderá assim a arraigar-se. Por isso, nada de rótulos – ainda que eles sejam positivos, como: “Meu filho é muito inteligente.” Ao elogiar, é melhor ser específico, elogiando isto ou aquilo que seu filho fez, do que alimentar sua vaidade com elogios genéricos dirigidos à autoimagem da criança.
Atente para a forma como você se dirige a seu filho. Mudanças pequenas e graduais na comunicação podem fazer uma enorme diferença!
FONTE:http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/6-coisas-que-voce-nao-deve-dizer-seu-filho-pequeno/?utm_source=facebook&utm_medium=post_blog_face&utm_campaign=6coisas_voce_nao_deve_dizer

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Preciso fazer Terapia de Casal?

No inicio era tudo ótimo, mas agora as brigas não param, ou o que pode ser pior, nem há mais brigas, o silencio impera quando estão a sós, mas quando em grupo todos estão animados, sozinhos parece que “acabou o assunto”. Este silêncio pode ser sinal de que há muito conteúdo para ser trabalhado, mas talvez não haja animo nem expectativa de que uma conversa possa ajudar.
Em algumas situações de briga de casal dá para perceber lógica, por exemplo normalmente entendemos quando uma pessoa fique chateada com a outra quando esqueceu de um compromisso, chegou alcoolizado em casa, houve uma traição, etc. Mas tem brigas onde, nem mesmo os participantes, entendem “como isso começou?” . Talvez um pense “sei lá, acho que não gostou que eu comentei do caminho que ele fez”, “acho que ela se irritou quando eu disse que a outra blusa era mais bonita”. Neste ponto pode haver muita mágoa e insatisfação contaminando a rotina do dia a dia.

MOMENTO CERTO PARA FAZER TERAPIA DE CASAL

Cada casal terá sua necessidade. Para uns o momento surge quando percebe-se que a comunicação travou, quando um quer conversar o outro revira os olhos, quando um está tão na defensiva que nega que haja qualquer problema, outros já percebem esta necessidade quando o tom de voz está mais alto até mesmo para tratar de pequenos assuntos, outros percebem a necessidade de terapia de casal quando estão, a cada vez mais, participando de atividades onde o outro não comparece. Etc.

O HOMEM RESISTE MAIS EM FAZER TERAPIA DE CASAL?

De forma geral, e não absoluta, percebo em meus atendimentos que algumas vezes os homens podem ter receio de que o terapeuta de casal irá dar palpites ou conselhos, como é possível que isso ele pode tenha tido com seus amigos e não adiantou nada, é possível que alguns confundam a terapia com apenas "uma conversa".
Muitas vezes a mulher explica que o terapeuta de casal irá ajudar a identificar onde está o problema e ajudar a tentar descobrir formas de superação dos conflitos.
Algumas vezes a mulher pode ter mais facilidade para introspecção e desejar mostrar ao homem as vantagens em ter um tempo dedicado ao relacionamento, onde não haverá telefones tocando, campainha chamando e crianças gritando, etc.

TERAPIA DE CASAL “CONSERTA” OU TERMINA DE VEZ O QUE ESTÁ RUIM?

Acredito no objetivo de chegar ao melhor para este casal, independente do desfecho.
A ideia da terapia de casal é compreender qual o melhor caminho para a saúde emocional de ambas as partes e principalmente do relacionamento. Creio que algumas vezes pode haver possibilidade de reconciliação saudável, com novos comprometimentos de cada um, e um renovado estado de animo para manter o relacionamento. Mas, outras vezes um relacionamento resiste apenas baseado numa crença de que os casamentos são indissolúveis, que cada uma das partes deve suportar qualquer comportamento inadequado do outro sem questionar a manutenção da relação, mesmo que isso aniquile todo o equilíbrio interno de uma ou mesmo das duas partes. Outras vezes uma das partes simplesmente não aceita o termino de algo, que já acabou há muito tempo, talvez por não se permitir algo diferente.

TERAPIA DE CASAL NÃO É TERAPIA DE GRUPO

Ao meu ver a função da terapia de casal é tratar a comunicação entre as partes, identificar o que contamina este relacionamento, encontrar novas ações e tentar fazer novos contratos. Não seria o lugar para cada um tratar de questões que não envolvem o relacionamento.
Uma briga com o chefe poderá ser tratada na terapia de casal se tiver relação com o a questão principal, ou seja o relacionamento. Será possível que algumas vezes o terapeuta de casal solicite para que as partes compareçam sozinhos. A finalidade poderá ser de facilitar a expressão de seus sentimentos de forma que este conteúdo enriqueça a próxima sessão com a dupla. Também é possível que quando uma das partes se recuse a comparecer a outra parte faça a terapia individualmente para que consiga recursos a serem aplicados em seu relacionamento ou compreenda a função deste relacionamento em sua vida.

MOTIVOS MAIS FREQUENTES PARA PROCURAR TERAPIA DE CASAL

Traição sexual ou emocional.
Brigas em excesso.
Silencio em excesso.
Agressões, mesmo que disfarçadas com ironias.
Traição da confiança.
Sexualidade.
Desconfiança de traição.
Falta de comprometimento de uma das partes.
Machismo
Etc

FONTE: http://www.marisapsicologa.com.br/terapia-de-casal.html

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Problemas no casamento?

Dicas para um bom relacionamento conjugal


Pode parecer incomum para quem está vivendo problemas na relação a dois, mas dificuldades no relacionamento conjugal é uma das queixas mais frequentes no consultório. Diariamente clientes se queixam da falta de comunicação, do estresse gerado pelo relacionamento, ou por questões intimas do casal.
Você consegue enxergar seu papel nesta relação? Existem cobranças suas ou de seu parceiro? Vocês aceitam suas diferenças? A relação se tornou maçante e sem graça? Essas questões são primordiais para que você reflita sobre seu relacionamento.
Então torna-se necessário identificar o que é para cada pessoa uma relação estável e produtiva, dessa forma podem-se listar os pontos que necessitam de mudanças e aqueles que podem ser mantidos. Essa é uma das primeiras estratégias que ajudam o cliente a perceber se há razões para levá-la adiante ou não, sempre considerando a interação do casal.

Estes são apenas um dos temas abordados na clínica atualmente, que aos poucos geram um peso muito grande dentro da relação e se expandem às outras áreas da vida, desencadeando inclusive em brigas diárias que tomam proporções diversas. Talvez esse seja o sinalizador importante para se buscar ajuda terapêutica.
Além dos conflitos pessoais que o individuo possui, a correria e os percalços do dia-a-dia também se tornam relevantes para que as pessoas tenham lacunas em suas comunicações. A assertividade é um dos assuntos mais abordados dentro da relação a dois, que é justamente a capacidade de expressar seus sentimentos e pensamentos sem denegrir o outro. Muitas vezes, ser assertivo torna-se um empecilho uma vez que somos norteados pelas nossas emoções e por elas somos controlados. Sempre haverá emoções envolvidas dentro de uma discussão, mesmo tratando-se do sentimento de amor, que aliás, é um poderoso estado emocional. Para que ocorram mudanças no comportamento do individuo, tornar refém desses estados emocionais pode levar à muito sofrimento. No entanto, sair desse estado de controlado e se tornar controlador de alguns de seus sentimentos, vai exigir um trabalho mais analítico, que sozinho, nem sempre é possível.
Para o terapeuta é importante que o cliente apareça com suas queixas para que haja uma análise dos fatos. Juntos, terapeuta e cliente, irão analisar como os problemas começaram, sua frequência e o que isso gera em suas vidas. A partir dai, poderão levantar os possíveis caminhos para uma mudança.
A relação amorosa é uma relação recíproca onde cada pessoa tem sua parcela de responsabilidade diante de seus comportamentos e também das consequências que ele provoca, principalmente por afetar o outro. Como meu comportamento pode afetar o outro, o que seria agir assertivamente dentro de um relacionamento? Ser assertivo não é apenas ouvir tudo o que seu parceiro tem a dizer, mas também poder opinar e expor suas ideias e seus sentimentos diante das situações aversivas.
Alguns casais encontram-se sob controle de algumas situações aversivas como criticas e até mesmo alguns momentos em que a pessoa evita ouvir o parceiro. Essas situações aversivas podem gerar consequências como evitação mútua e interação negativa, ambas não fortalecem e não resolvem os conflitos, apenas dificultam a melhora da relação. Estas são apenas algumas situações-problema que aparecem na relação, gerando sofrimento em ambas as partes. Algumas pessoas demonstram seus sentimentos e outras silenciam sua angústia.
Para entender toda essa dinâmica e compreender todas essas variáveis que estão presentes no universo a dois, a terapia pode ser uma alternativa importante.
Autora: Natacha Barbosa (Psicóloga CRP 06/109800)
Fonte: https://www.psicologosberrini.com.br/terapia-de-casal/relacionamento-conjugal/

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Desvendando o Aconselhamento Pré Matrimonial

O QUE É E COMO É REALIZADO?

Quem não sonha com um casamento perfeito, em que a felicidade e o bom relacionamento sejam constantes? Nem sempre isso ocorre e o matrimônio pode tornar-se um pesadelo sem o devido “aviso prévio” do companheiro. É necessário conhecer bem a pessoa com quem pensamos em nos unir e, para isto, a ajuda de um psicólogo em uma terapia de aconselhamento pré-matrimonial pode ser de grande valor.
Sempre que nos vemos diante de um novo negócio, de uma compra valiosa, de algo que tem grande importância para nossa vida, procuramos conhecer bem onde estamos entrando, certo? Ninguém quer ver o fracasso de um sonhado negócio afundar por falta de conhecimento prévio, por exemplo. Por isso, procuramos estudar e avaliar tudo o que envolve essa nova iniciativa que terá grande impacto em nossa vida.

QUANDO NOSSAS EXPECTATIVAS NÃO SÃO ATENDIDAS

Assim é o matrimônio, uma enorme mudança que afetará todas as áreas da nossa vida e, diante disso, é importante estarmos preparados para esse grande passo.
No início do romance, quase sempre tudo são flores, o outro é lindo, perfeito e, muitas vezes, isso faz com que, durante o namoro, não percebamos todas as características da personalidade do parceiro. Ou então, aquelas coisinhas que, durante o namoro, parecem bobas, ganham força no casamento e podem trazer grandes problemas e conflitos desnecessários.
Além do clima de romance existe também o fato de que não aprendemos ainda a nos relacionar com o outro profundamente logo de início. Até podemos ouvir muitos exemplos, um conselho aqui e outro ali, mas a realidade do convívio diário em longo prazo pode não ser aquela que sonhávamos e pequenas coisas acabam por se transformar em frustrações.

COMO O ACONSELHAMENTO PRÉ-MATRIMONIAL AJUDA?

O aconselhamento pré-matrimonial, conduzido por um psicólogo, aborda todos os temas relacionados ao matrimônio porque vai trazer à tona as expectativas e dúvidas que surgem diante de um compromisso tão importante. Este tipo de terapia auxilia até o mais apaixonado casal a lidar melhor com as diferenças, as dificuldades e até mesmo as frustrações que certamente surgirão numa vida em comum, sob o mesmo teto.

CASAMENTO É UM GRANDE PASSO!

Essa talvez seja uma das decisões mais importantes da nossa vida e que vai exigir cuidado diário, para evitar arrependimentos e conflitos. Por isso, é fundamental que todos os assuntos relevantes sejam abordados com antecedência.
Quando o casal conhece as expectativas de ambos a respeito de família, afeto, filhos, finanças, cultura, educação e sexo, uma série de situações de estresse pode ser evitada.
Entender ao máximo possível o cônjuge pode realmente fazer a diferença na caminhada para um matrimônio estável e feliz. E o psicólogo pode ser um grande aliado nesta fase do relacionamento.
Autora: Thaiana Psicóloga CRP 06/106524
FONTE: https://www.psicologoeterapia.com.br/terapia-de-casal/aconselhamento-pre-matrimonial/

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Aconselhamento Pré-Matrimonial e Terapia de Casal, por que fazer?

A terapia de casal está comummente associada a crises conjugais, problemas sérios na relação, situações de ruptura iminente. Além disso, e porque esta forma de ajuda clínica implica quase sempre algum esforço financeiro, associamo-la mais frequentemente a casais de meia-idade, com alguma estabilidade profissional ou financeira. A ideia de duas pessoas apaixonadas, prestes a "dar o nó", recorrerem a um terapeuta conjugal  para se prepararem para o casamento pode, por isso, parecer um capricho. Teoricamente esta é, no entanto, uma das aplicações da terapia de casal. De resto, a celebração religiosa do casamento inclui em muitos casos alguma forma de aconselhamento pré-nupcial. Para os católicos, por exemplo, esta orientação é feita por equipas CPM (Centros de preparação para o Casamento). E se para alguns noivos estas sessões de reflexão representam sobretudo uma formalidade necessária para o cumprimento da cerimónia solene, para outros acaba por funcionar como uma oportunidade para pensar em questões importantes de um ponto de vista diferente. Se, nesse percurso, os noivos tiverem a sorte de se cruzar com equipas motivadoras e desafiantes, aquilo que inicialmente era encarado como um mal necessário ou uma seca pode transformar-se numa mais-valia com frutos que podem ser colhidos ao longo do matrimónio.

Independente de o aconselhamento pré-matrimonial resultar de uma imposição da instituição religiosa, de uma atitude consciente e responsável de quem está prestes a assumir o compromisso mais importante da sua vida ou até na sequência de dúvidas e inseguranças a respeito desse passo, esta é SEMPRE uma oportunidade para parar e ponderar sobre uma escolha que é, de facto, muito relevante para a generalidade de nós. Se tivermos em consideração o número crescente de divórcios e o facto de nem todos os casamentos resultarem de uma decisão amadurecida da parte dos noivos, então torna-se mais fácil perceber a pertinência desta ajuda.

Infelizmente, para algumas pessoas casar é apenas celebrar o amor ao lado de familiares e amigos. Daí que, quando alguém anuncia que decidiu casar, seja mais fácil pensar de imediato nos pormenores da festa e respetivos preparativos. Preparação para o casamento equivale, em muitos casos, a meses de dedicação à conceção da festa perfeita. Não tendo nada contra a festa do dia do casamento – de resto, esta é uma oportunidade para dar continuidade à construção de memórias positivas na vida a dois -, cumpre-me o dever de chamar a atenção para o que são os desafios do casamento.

Porque nem todas as pessoas se preparam para o que vem depois da festa ou da lua-de-mel.

Porque nem todas as pessoas resistem aos primeiros embates, às primeiras crises.

Na verdade, todas as teorias românticas que nos condicionam o pensamento e contribuem para a elevação de expetativas nos levam a acreditar que é possível amar a mesma pessoa a vida toda sem percalços. Nos filmes a história acaba quase sempre quando o romance está no auge, nos livros as crises são maravilhosamente superadas pela intensidade dos sentimentos dos protagonistas e na vida real… as dificuldades sucedem-se e a frustração acumula-se.

A terapia de casal é, por isso, muito mais do que a resposta profissional para casamentos à beira do fim. É, ou pode ser, uma ferramenta poderosíssima no sentido de permitir que os noivos partam para o casamento com mais competências, com mais segurança, em suma, com mais defesas para os tempos difíceis que também compõem a vida a dois. Teoricamente não está ao alcance de todos – precisamente porque implica algum esforço financeiro. Na prática, não só é um bom investimento, como é significativamente mais barata do que boa parte dos pormenores à volta dos casamentos. Infelizmente, em Portugal gasta-se muito dinheiro na preparação da festa do casamento – tanto que algumas famílias chegam mesmo a endividar-se em nome das convenções sociais – mas recua-se quando os gastos envolvem coisas como a terapia.

E o que é que se espera de um processo terapêutico nestas circunstâncias? Antes de mais, que os membros do casal reflitam, a dois, sobre o caminho percorrido até aí, identificando os recursos que compõem a sua relação, mas também as fragilidades. Por outro lado, é fundamental que sejam capazes de meditar sobre os compromissos inerentes ao passo que pretendem dar. Se é verdade que, para a maior parte das pessoas, o casamento é muito mais do que um contrato assinado por duas pessoas, na prática é muito importante que os noivos assumam que, com a vontade de celebrar publicamente o seu amor, deve vir a capacidade para cumprir com algumas obrigações (obrigações, sim!), bem como a capacidade para ceder, recuar, “dar o braço a torcer”. Ao longo desta caminhada, como acontece quase sempre noutros processos de terapia de casal, são desafiados a olhar para áreas da vida a dois tão sensíveis como a gestão do dinheiro, a intimidade sexual ou as relações com a família alargada.

FONTE: http://www.apsicologa.com/2013/05/aconselhamento-pre-matrimonial.html

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Esta música é mais relaxante do que um ansiolítico

Muitos estudos testaram o poder da música em nosso cérebro: é capaz de nos relaxar, nos encorajar, de nos concentrar. Uma música que tenha um ritmo semelhante aos batimentos cardíacos pode ser mais eficaz do que o midazolam, um dos ansiolíticos mais usados em cirurgias, razão pela qual, desde o início do século passado, centros cirúrgicos de meio mundo tocam jazz, rock ou música clássica, segundo um artigo da British Medical Journal.


A música pode controlar a pressão arterial e a saúde do coração, de acordo com um estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia. Existem músicas que podem ser tão relaxantes que, assim como os tranquilizantes, deveriam ser proibidas ao volante. Este é o caso de Weightless, do grupo Marconi Union. Um estudo do Radox Spa com a empresa de neuromarketing Mindlab International, liderado pelo médico David Lewis-Hodgson, concluiu que essa canção é até 11% mais tranquilizante do que qualquer outra da seleção, que incluíam músicas do Coldplay ou Adele. Nos oito minutos de duração de Weightless, os níveis de estresse e ansiedade dos participantes na experiência caíram para 65%, isso considerando que deveriam ouvir a música enquanto tentavam resolver quebra-cabeças de dificuldade elevada.
Não é coincidência: para compor essa música, o trio britânico teve a ajuda de neurologistas e terapeutas, e a partitura foi projetada especificamente para que “a melodia, os ritmos e os baixos ajudassem a diminuir a frequência cardíaca, reduzir a pressão arterial e os níveis de cortisol, o hormônio do estresse”, segundo explicaram os responsáveis pelo estudo. Para isso, ritmaram a canção a 60 beats por minuto (BPM), o que reduz a frequência cardíaca ao nível das ondas alfa do cérebro. Se você apertar o play abaixo e escutar a música por pelo menos cinco minutos — o tempo que o corpo precisa para acompanhar o ritmo da música —, não seremos responsáveis se acabar dormindo sobre a sua mesa de trabalho:

Uma vez que tenha se recuperado do entorpecimento, já está pensando em como usar essa arma invencível, por exemplo, com aquele bebê que não para de chorar. Pode funcionar, mas, quando chega a hora de dormir, temos algo melhor. Os psicólogos Caspar Addyman e Lauren Stewart, da Universidade de Londres (Reino Unido), criaram, juntamente com a cantora Imogen Heap (vencedora do Prêmio Grammy em 2010 pelo álbum Ellipse), a primeira música composta cientificamente para “trazer a felicidade e o riso em bebês de 6 a 24 meses”, dizem os autores. É intitulada The Happy Song e foi testada com 56 crianças, monitorando suas reações. Asseguram que funcionou.
FONTE: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/20/ciencia/1508497018_643744.html

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

“O ser humano tem esperança, estamos programados para o otimismo”

Não é fácil começar a entrevistar Luis Rojas Marcos (Sevilla, 1943), porque ele gosta, sobretudo, de escutar e entrevistar ele próprio o jornalista, preocupando-se em saber como anda sua vida. É um humanista, interessado na felicidade dos demais, e otimista convicto. Psiquiatra de fama internacional e autor de numerosos livros, pôs em andamento em Nova York, em 1987, uma iniciativa revolucionária, o projeto Help. Foi o primeiro serviço para atender pessoas que viviam na rua com doenças mentais. Este plano, importado depois por muitas cidades, completou 30 anos e a Fundação Mapfre lhe outorgou o prêmio de melhor iniciativa em promoção da saúde. Agora, dirige uma organização médica sem fins lucrativos, com 3.500 médicos, em 6 hospitais públicos e 10 presídios.

Pergunta. O senhor foi um imigrante. Como recorda esse tempo?
Resposta. Eu queria sair daqui, era um menino com problemas de inquietação, me metia em confusão, a escola não me ia bem. Quando concluí o curso universitário veio um médico americano. Lá, estavam procurando médicos e era um exame muito fácil. Fui, sem saber para onde ia. Entrei em um hospital em Long Island, e não falava inglês, e a medicina que conhecia era história da medicina, não havia dado uma injeção na vida. Pensei que me demitiriam. Mas lembro do contrário: aqui, fazer uma pergunta te custava a autoestima de um mês. Te diziam: “que pergunta besta”. Ali você podia perguntar a besteira que quisesse, aprendi a perguntar. Era um estilo de aceitação. Os Estados Unidos te exigiam, mas te aceitavam.
P. Isso parece que está mudando com Trump.
R. Há mais intolerância, mas ali as oportunidades te perseguem, as coisas acontecem, e isso ainda é assim. A intolerância está mais voltada para imigrantes de mais baixa formação. Mas se você vem da Europa ou Ásia, no meu campo, o médico, não há problema de trabalho. Eu tenho agora quase cem vagas.
P. Como vê o corte de Trump no sistema de saúde?
R. A iniciativa de Obama foi fundamental. A saúde ali é uma indústria, e não um direito. Em Nova York é a que dá mais emprego, direta ou indiretamente. É um dos problemas indiscutíveis dos Estados Unidos. Há seguro saúde para o pobre e os maiores de 65 anos, e a obrigação de atender qualquer pessoa em emergências. Por isso ninguém morre na rua. Mas se você tem um problema de diabetes, te internam e depois você só tem uma semana de insulina. Ela é cara e o seguro saúde paga, se você tiver um. E por que não mudar para um seguro universal? As indústrias farmacêuticas são contra, o Estado não negocia com os laboratórios, é mercado livre. Os médicos ganham o dobro ou o triplo da Europa, nem falemos da indústria farmacêutica. É um negócio que é difícil de mudar. Trump nos preocupa, claro.
P. Uma pergunta frívola: há uma explicação psiquiátrica para Trump?
R. É preciso ter cuidado com isso. Ele não tem sintomas de doença mental, depressão, não tem nada. Agora, pode-se julgar sua personalidade: é impulsivo, não se apoia no conselho dos outros, não escuta, pensa que aquilo em que ele acredita é o correto, a verdade. Considera a si mesmo um sucesso. Some tudo isso e veja o que quer dizer.
P. O senhor trabalhou muito com imigrantes. O que acha do modo como a Europa está se portando?
R. Nos anos 90 me convidaram a visitar um hospital, assisti a uma operação e me lembro da visão de que cada um era de uma etnia: a paciente era afro-americana, o cirurgião era branco, o anestesista era oriental, a enfermeira era hispânica...Toda uma mistura, mas estavam fazendo juntos uma coisa: curar aquela senhora. Na Europa, onde sempre houve aceitação, tenho medo de que se crie uma tendência à rejeição de outras culturas.
P. O medo é uma sensação cada vez mais presente. De um atentado, de um imigrante, do que não for bom para a saúde... O senhor é um grande defensor do otimismo. Somos mais assustados, nos falta contexto?
R. A felicidade na Europa é mal vista. Como ingenuidade ou ignorância. Nos Estados Unidos, não: você vai a uma reunião, pergunta de alguém e diz que está feliz, desse jeito. Aqui a cultura é a da queixa. Que não se perceba se somos otimistas e felizes. Eu sempre faço um experimento em minhas palestras. Pergunto ao público não se são felizes, mas se estão satisfeitos com a vida, não hoje, mas de modo geral. De zero a dez. Em média costuma sair um sete, um oito. Depois pergunto: e ao mundo, que nota vocês dão? Muito menos, está muito mal. Mas é que eu vou a outros países, a esse mundo, e eles se dão um oito e a vocês, um quatro. O ser humano é otimista, tem esperança. Quase todos estamos programados para o otimismo. As taxas de suicídio não aumentam nos Estados Unidos, na Europa, sempre são de 8 ou 9 por 100.000.
P. Também argumenta que falar é bom, alonga a vida verbalizar o que se passa. É aplicável às redes sociais? Há mais expressividade que nunca, embora não seja pessoal.
R. É uma revolução. Sabemos que falar é bom para o coração, está estudado, ou falar consigo mesmo. Dar palavras ao que se sente e dizê-las, mas de verdade, movendo a boca. A comunicação sempre é positiva. A questão é se agora, com as mensagens, você pode chegar a ficar obcecado e não falar com os outros. Um vício a uma forma que em si não é negativa. É tentador demonizar as redes sociais, sobre tudo quem não as usa, mas não acho que sejam negativas. Antes de lhes dar uma nuance destrutiva, patológica, é preciso esperar, porque não aconteceu assim com a televisão, o telefone, o computador...
FONTE: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/11/tecnologia/1502448421_333563.html

terça-feira, 24 de outubro de 2017

7 REFLEXÕES PROMOTORAS DE BEM-ESTAR

Tudo muda a todo o momento, e não dá para travar essa dinâmica. Acabou o namoro, acabou o emprego, acabou a série de TV preferida, acabaram as férias, acabou o dinheiro, acabou a paciência. É, tudo muda e tudo acaba mesmo. E nós, é isso mesmo que temos mais certo. A nossa vida um dia termina, agora, amanhã, para a semana, daqui a dez anos. É, não sabemos. Não precisamos esperar pela mudança e muito menos pela nossa finitude para reconhecer o que importa, agora mesmo. Agora é o tempo. Agora é o tempo de expressarmos a versão mais grandiosa, mais sublime e mais extraordinária de nós mesmos. O tempo é agora. Em seguida apresento sete reflexões que podem promover o seu bem-estar e ajudá-lo a construir um caminho mais significativo e feliz na sua vida.

AGRADAR AOS OUTROS
Não importa quem você é, o que pensa, o que faz, algumas pessoas vão gostar e algumas não, algumas irão concordar com você e algumas irão discordar. Não se preocupe com isso, não fique mudando a si mesmo na tentativa de viver de acordo com as expectativas dos outros. Isso só vai criar conflitos internos e confusão. Aprenda a conectar-se com o seu eu verdadeiro. Descubra o que você quer ser.

O que o impulsiona, o que você defende, o que valoriza, o que lhe é significativo, onde pretende chegar, essas são algumas das coisas que permitirão mantê-lo no seu próprio caminho. Agradando a você mesmo. Não quero dizer que não devemos levar os outros em consideração, claro que saber ouvir e saber analisar a viabilidade de uma opinião é uma mais valia. É no entanto importante que essa opinião vinda dos outros se encaixe na sua forma de ser e de estar no mundo.

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INTENÇÕES PESSOAIS
Gaste alguns minutos refletindo sobre a sua mais profunda intenção. Há muitas questões por trás das nossas intenções, palavras que podem orientar a introspeção: Qual é o meu valor mais profundo? O que faz disparar o meu coração? O que é para mim a liberdade, e como isso me faz sentir? Na correria da nossa vida, muitas vezes é fácil esquecer a motivação fundamental pela qual escolhemos viver. O que estamos fazendo com as nossas vidas? Refletindo sobre valores mais profundos da sua vida pode tornar-se um ritual diário, quando você está dirigindo para o escritório ou a tomar um duche. Quando somos claros sobre as nossas intenções, as nossas vidas movem-se com um enorme propósito.

Por vezes é preciso ficar consigo mesmo:
Para perceber,
Para abrandar,
Para fazer menos,
E abrir-se mais
Para respirar,
Ficar ciente,
E saborear a plenitude de estar acordado.

PRATIQUE A APRECIAÇÃO DA VIDA FAZENDO BOAS PERGUNTAS
Independentemente da situação que você se encontra, fazer as perguntas certas, ou fazer as declarações corretas, pode ajudá-lo a descobrir razões para ser grato ou sentir gratidão. Por exemplo:
1) O que existe sobre esta pessoa, situação ou experiência que eu possa…. apreciar ?
2) Que lição valiosa essa experiência me ensinou?
3) Como posso beneficiar do exemplo dessa pessoa? ( Mesmo que seja um…. exemplo do que não fazer)
4) Qual é característica mais notável e positiva desta pessoa?
5) Como posso injetar um pouco de energia positiva para esta situação?

Se você cultivar o hábito de concentrar-se no positivo, o seu nível de valorização vai aumentar. Você passará a encontrar mais e mais motivos para apreciar todos os aspetos da sua vida, você vai tornar-se um ímã para atrair energia positiva. E essa energia positiva que passará a fluir na sua vida vai dar-lhe ainda mais motivos de apreciação. Agora é com você. Você vai permitir que a apreciação mude a sua vida?

O CAMINHO DO BEM
Com tantas coisas negativas a acontecer no mundo que fogem ao nosso controle, tem coisas que podemos decidir a favor do bem dos outros. Façamos acontecer coisas boas para nós mesmos e para os outros. A decisão depende única e simplesmente de nós.

Podemos decidir:
Expressar a nossa simpatia;
Ser atenciosos;
Ter compaixão;
Dar a mão a quem está necessitado;
Ser justos;
Dar crédito aos outros;
Ouvir as ideias dos outros;
A favor do nosso próprio bem:
Acreditar em nós;
incentivar-nos;
Orientar o nosso pensamento para o positivo;
Alinhar as ações com os desejos;
Praticar o otimismo e evitar a vitimização;
Olhar as nossas forças e melhorar as nossas fraquezas.

SABER RELACIONAR-SE COM A DOR
Por vezes a dor invade a vida, invade-nos sem convite ou aviso prévio, impõe-se sem pedir opinião, sem quês nem porquês. Rejeitamo-la, odiamo-la, não sabemos lidar com ela. Tira-nos do sério, enfraquece-nos a esperança e o espírito. Não sabemos nem queremos relacionarmo-nos com a dor. Mas ela faz-se sentir, entranha-se na pele, no músculo, e até na mente. Corrói-nos por dentro. Altera-nos os sentimentos e a forma de estar no mundo. Quer queiramos ou não, acabamos por ter um relacionamento com a dor, a dor física, a dor emocional.

Aprender a relacionarmo-nos com a dor, sempre que ela se faz sentir, pode acalmar essa mesma dor. Não, não é fácil, mas é primordial. Não, não a pedimos, mas temos de a acolher. Acolher a dor, aceitá-la, acalmá-la, suportá-la, combatê-la, amenizá-la, são tudo formas de nos relacionarmos com a nossa dor, e, em algum momento terão de tomar a dianteira da nossa atenção. Aceitá-la, acalmá-la, suportá-la, combatê-la, amenizá-la, são tudo formas de superá-la.


O SIGNIFICADO DA VIDA
A vida em si não tem necessariamente um significado. A vida tem o significado que cada um lhe quer dar, ou encontra para si. O que para mim é algo excitante para outras pessoas pode ser aterrador. A capacidade que cada um de nós tem para darmos significados particulares às nossas experiências, faz com que seja possível acontecer um fenómeno extraordinário: A vida é aquilo que cada um vive, interpreta, sente, expressa e pensa, na sua relação com o mundo, com os outros e consigo mesmo.

QUEM NÓS SOMOS ENQUANTO PESSOAS?
Arrisco a dizer que nós somos aquele que pode mudar a si mesmo para melhor. Nós somos a pessoa que tem consciência que comporta em si algumas formas de agir que podem não servir mais, e que tem a capacidade de instituir em si mesmo novas formas de pensar, sentir e agir. Incentivo-o a promover as suas habilidades, as suas virtudes e valores. Elimine os seus maus hábitos e implemente novos comportamentos, formas de pensar e de agir sempre que se verifique serem adequados à realização dos seus sonhos. Eleve-se, tendo a noção que elevação é a capacidade de conduzir-nos e puxar por nós mesmos.


Escrito por: Miguel Lucas 
Fonte: http://www.escolapsicologia.com/7-reflexoes-promotoras-de-bem-estar/